16:00 todos os dias esse é o horário
em que eu pego o Inter 2. Horário também que as diaristas pegam o ônibus.
Eu adoro observar elas, seus
assuntos sobre como a patroa desperdiça comida, como a patroa só pensa nela e ect.
O melhor é que aqui em Curitiba há uma falta muito grande de diaristas. E elas
são as rainhas do pedaço, ou o trabalho
é como elas querem ou não tem vez não. Certas elas usando a economia básica,
oferta e procura, para melhorar a satisfação do seu trabalho.
Mas o que eu mais gosto não é
isso, é de imaginar como cada uma é na sua vida pessoal. Nesses dias eu
divaguei sobre o meu assunto preferido. O amor.
Olhei para cada uma delas e
tentei imaginar qual era feliz no amor, qual não era, qual tinha sofrido demais
e qual nunca amou. Cheguei a conclusão que nenhuma delas tinha cara de que o
amor era importante.
Sim, elas estão ali na labuta
todos os dias felizes em ganhar o seu dinheiro para sustentar a sua família. Muitas
delas são matriarcas, sozinhas no comando da prole.
Todas elas têm uma cara de que
sofreram de mais por amor e agora querem é pensar em si, nos seus filhos e não
em homem. Uma que outra que tinha um anel no dedo, com cara que
estavam com alguém, mas esse não era o pilar da vida delas.
No fim cheguei a conclusão de
quem sofre por amor é pq não tem nada melhor para fazer na vida.

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