quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fim

Acho que ponho o fim.
Depois de tantas tentativas desesperadas a procura da saída desse labirinto 
Eu finalmente achei o fim
Enfiei uma faça no meu estômago
Girei ela até a dor não ser mais suportável
Morri 
Morreu
Fim

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Raiva

Eu sou um trapo contemporâneo.
Poderia ser a versão feminina de Bukowski mas não tenho vocação para o alcoolismo ou qualquer tipo de droga. A única droga que me rodeia é o tédio com as pessoas. Com suas afirmações cheias de verdades, inclusive as minhas.

Talvez eu apenas tenha me cansado da verdade e também da fantasia. Qual seria então a próxima dimensão que me distraia para que eu continue a existir?

Ele me disse que está absorto de raiva, que algo morreu dentro dele. Eu disse: O oposto de raiva não é a tranquilidade mas sim a ausência da raiva. Acho que ele não entendeu o ensinamento, mas eu continuo aqui embriagada pelas minhas raivas.

A pior delas?

Não querer sentir raiva, não provar para mim mesma que eu busco uma tranquilidade.

O outro me falou "vamos achar alguém para você". Eu tinha apenas feito uma brincadeira de que no inverno ter alguém para aquecer os pés  é mais gostoso. Eu não disse: Estou desesperada por alguém.

Isso também me deu raiva, me dá raiva saber que as pessoas não me entendem. Que elas acham o que é melhor pra mim.

Só eu sei.

Me dá raiva ter que vir aqui escrever esse texto, me dá raiva ter que ir lá falar com ele, me dá raiva ter que existir!

A se eu pudesse não existir por 10 minutos, dez LONGOS minutos! Onde eu entraria num espaço sideral e viveria uma eternidade lá, sozinha tentando entender que merda vocês fizeram com mundo!

Me dá raiva não poder fazer isso.

E por raios eu preciso sentir raiva?

Por que não poderia amar a todos e ser feliz? 
Sabe o que doí? 
Não ter esperanças.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O caminho da felicidade é cheio de buracos

Queria poder escrever um texto sobre tudo o que eu estou sentindo.

Apenas não sai.

Esse ano já foi um dos mais marcantes da minha vida. Fiz coisas e pensei coisas que nem o seu lado mais obscuro é capaz de imaginar.

Prometi a minha melhor amiga em fazer uma carta pra ela contando tudo o que aconteceu. Daria um livro de no mínimo 50 páginas. 

Descobri o pior e o melhor do ser humano. Descobri que nasci para sofrer. Isso não me faz necessariamente uma pessoa infeliz. Sou capaz de lidar com o sofrimento muito melhor que todos vocês.

Eu encaro ele de frente. Vejo gente fugindo de sofrer sem saber que um dia essa avalanche estoura.
O sofrimento é um veneno, se tomado em pequenas doses ele cura. Se guardado para tomar tudo de uma vez depois, ele mata.

Aprendi que não sou tão marcante quanto me diziam. Nem tão louca quanto quiseram me convencer.

Aprendi que perdoar é a mais longa forma de superar alguém. Mas que ter a consciência limpa é a mais duradoura forma de cicatrizar.

Aprendi que fazer o bem, pensar em coisas boas para as outras pessoas apenas te traz coisas boas.

Aprendi que eu tenho amigos maravilhosos que todas as vezes que precisei estavam lá do meu lado..

Aprendi que o dinheiro não me importa quando ele é contado pelos centavos.

E mais do que tudo, sofri muito esse ano. Sofri não apenas por amor, mas por amizades, trabalho, dinheiro, viagem e solidão a distância.

E eu sei, que esse sofrimento apenas está começando. Esse ano será longo para mim. 
Um ano de muitas decisões, muitas mudanças. 

Eu sei que tem muita gente que não gosta de mim e lê o meu blog. Aliás, muito mais do que gente que gosta de mim.
Peço apenas que me dêem um tempo. Me esqueçam um pouco. Se não puderem me esquecer, me desejem felicidade bem longe daqui. 

Era tudo o que eu queria.

Por fim, aprendi a ser boa por completo. Não cultivo mais rancor, nem magoa, nem vingança. Aprendi que assim sou mais forte. Sou feliz no meu sofrimento.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Hoje eu vi

Não sei como dizer isso, não sei inclusive se devo. Mas você sabe, as palavras não ditas me sufocam.
Hoje vi interestelar. Hoje olhei nos seus olhos novamente. A única pena é que nossos olhares não se cruzaram, não tive coragem. Não consegui.
Fazem 5 meses desde a ultima vez que te vi. Nesses cinco meses eu criei inúmeras situações na minha cabeça de como seria.
Hoje, quando desci do ônibus eu te vi. Por um milésimo de segundo achei que estava enlouquecendo. Foi quando você assustado levantou a cabeça e olhou pra frente. Eu vinha na diagonal. 
Na hora senti raiva, senti amor, senti vergonha, senti orgulho. Meu coração explodiu de sentimentos.
Mas você estava bem no meu caminho da saída, olhei pra trás a fim de fingir que não te vi. Passei a meio metro de você e sai do Terminal. 
Cheguei em casa tremendo sem entender o que aconteceu. Por que tudo aquilo? Por que todos aqueles sentimentos? Por que?
Agora estou aqui, tentando entender por que te vi. Você sabe, eu levo muito a sério a frase "nada é por acaso".
Eu vinha sentindo uma tristeza sem sentido e sem tamanho nos últimos dias. Vontade de chorar o tempo todo, sem entender o por que. Então, eu te vejo.

Hoje eu vi Interestelar pela primeira vez.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Solidão

Me pediram para dar uma chance. Não foi um ou dois. Foram alguns.
Falaram que doí ver que eu me sinto sozinha, sendo que eles querem me dar carinho.
Veja bem, meu bem. Não é que eu esteja sozinha por que me falta quem me dê carinho.
A questão é que um dia eu conheci o carinho certo. Nunca mais esqueci.
Portanto não insista. Quero ficar sozinha.
A minha solidão dói menos que a decepção.
A solidão é meu equilíbrio. 
Ela doi, não vou te mentir.
Ela doi menos que a mentira.

Sou feliz. Sou sozinha. Sou minha.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Confesso

Confesso
Confesso que ainda choro pelos mesmo motivos.
Confesso que procuro em outros corpos aqueles hematomas.
Confesso que procuro em outros lábios aquelas palavras.
Confesso que tento seguir em frente.

Confesso que não consigo.
Confesso que hoje chorei.

"I've hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing thats real"

Mas
Confesso que vou fingir que nada aconteceu.
Confesso que vou fingir que sigo em frente.
Confesso que fingirei que não chorei.
Confesso que tenho mentido.

Minto que estou bem
Minto que estou feliz
Minto para ele que tenho gostado

Não foi isso que você me ensinou?

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