domingo, 5 de agosto de 2012

Observação


16:00 todos os dias esse é o horário em que eu pego o Inter 2. Horário também que as diaristas pegam o ônibus.
Eu adoro observar elas, seus assuntos sobre como a patroa desperdiça comida, como a patroa só pensa nela e ect. O melhor é que aqui em Curitiba há uma falta muito grande de diaristas. E elas são as rainhas do pedaço, ou  o trabalho é como elas querem ou não tem vez não. Certas elas usando a economia básica, oferta e procura, para melhorar a satisfação do seu trabalho.
Mas o que eu mais gosto não é isso, é de imaginar como cada uma é na sua vida pessoal. Nesses dias eu divaguei sobre o meu assunto preferido. O amor.
Olhei para cada uma delas e tentei imaginar qual era feliz no amor, qual não era, qual tinha sofrido demais e qual nunca amou. Cheguei a conclusão que nenhuma delas tinha cara de que o amor era importante.
Sim, elas estão ali na labuta todos os dias felizes em ganhar o seu dinheiro para sustentar a sua família. Muitas delas são matriarcas, sozinhas no comando da prole.
Todas elas têm uma cara de que sofreram de mais por amor e agora querem é pensar em si, nos seus filhos e não em homem. Uma que outra que tinha um anel no dedo, com cara que estavam com alguém, mas esse não era o pilar da vida delas.
No fim cheguei a conclusão de quem sofre por amor é pq não tem nada melhor para fazer na vida.


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